O maior risco é acreditar que ele está correto.
Ao longo dos anos, percebi que muitos empreendimentos não enfrentam problemas por falta de orçamento.
Enfrentam problemas por excesso de confiança nas premissas iniciais.
Durante a concepção do projeto, é comum vermos:
– Orçamentos preliminares sendo tratados como definitivos;
– Custos indiretos subestimados;
– Cronogramas excessivamente otimistas;
– Falta de provisão para riscos e contingências.
Quando o empreendimento entra em execução, a realidade aparece.
E normalmente ela não negocia.
O impacto não está apenas no custo da obra.
Ele se espalha por toda a operação:
• Redução da margem prevista;
• Pressão sobre o fluxo de caixa;
• Necessidade de novas captações;
• Aumento do risco para sócios e investidores.
Por isso, uma das perguntas mais importantes em qualquer projeto não deveria ser:
“Qual é o orçamento da obra?”
Mas sim:
“Qual o grau de confiabilidade desse orçamento?”
A diferença entre essas duas perguntas pode representar milhões de reais ao longo de um empreendimento.
Na incorporação, o problema raramente está nos números.
Está na confiança excessiva depositada neles.